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sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

33% dos aprovados no ITA são de Fortaleza

Tradição e investimento nas escolas cearenses são a receita dos bons resultados nas provas e concursos nacionais
As mais de 13 horas diárias que a estudante Adriana Nunes Chaves, 19, dedicou para os estudos lhe renderam bons resultados. Ela foi a primeira mulher a passar em 1º lugar no Instituto Militar de Engenharia (IME) e recebeu ontem a notícia da sua aprovação no Instituto de Tecnologia Aeronáutica (ITA).

"O que faz a gente se sair bem é que cada vitória é um estímulo a mais para continuarmos nos dedicando. Os colégios nos ajudam muito também", diz a garota medalhista, dona de um sorriso de uma orelha a outra.

Contudo, as conquistas não se restringem apenas à Adriana, mas à centenas de alunos cearenses que se destacaram nos concursos mais concorridos do País. Dos 120 aprovados do ITA, 40 são de Fortaleza, 33% do total.

No IME, dos 398 aprovados - entre ativos e reservistas - 111 são cearenses, 27% do grupo. Os resultados, entretanto, não param por aí. Dos 120 medalhistas na Olimpíada Brasileira de Física de 2011, 37 moram na Capital. Dos 34 premiados na Olimpíada Brasileira de Química, por exemplo, 15 são do Ceará.

Para o coordenador geral da turma ITA do Colégio Farias Brito, Teixeira Júnior, o Ceará é destaque nacional tanto qualitativamente como quantitativamente. "Temos chamado muito atenção lá fora. Já estamos sendo reconhecidos pelos próprios organizadores dos concursos que perguntam qual o nosso segredo para aprovar tanto", comenta Júnior. A estrutura dada para os alunos, com turmas especiais e professores qualificados, fazem a diferença nas provas.

Tradição
O diretor da Seara da Ciência da Universidade Federal do Ceará (UFC), Marcus Vale, vibra com o sucesso dos cearenses, mas diz que não é sorte, mas sim preparação e dedicação. Ele até brinca comentando que os paulistas, por exemplo, estariam com raiva dos fortalezenses. "Temos uma certa tradição. Nas provas do ITA, por exemplo, sempre levamos em torno de 40% das vagas. Há um pesado investimento e uma estrutura que garante qualidade e dedicação dos alunos. Há uns 20 anos que estamos tendo bons resultados", afirma. O diretor conta também que os "prêmios" financeiros dados pelas escolas também estimulam.

Para Wagner Andriola, professor da Universidade Federal do Ceará, o mérito é mais dos alunos e dos familiares que apoiam, vibram e sofrem juntos. "Atesta-se que a aposta no potencial, através da educação, pode conduzir os indivíduos ao pleno êxito. Não é o ingrediente que falta à educação pública?", questiona.

IVNA GIRÃO


REPÓRTER


Fonte: Diário do Nordeste

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Cearense vai ajudar a desenvolver os robôs espaciais da Nasa


Eduardo Almeida estuda leituras tridimensionais de superfícies.Nasa se interessou pela pesquisa de Almeida, que está nos EUA há 5 anos.


O Brasil terá um representante cearense na agência espacial americana, a Nasa, a partir de setembro. Graduado em engenharia elétrica pela Universidade Federal do Ceará (UFC), Eduardo Brito Almeida, 30 anos, foi convidado pela Nasa para desenvolver pesquisas que ajudarão a aperfeiçoar os robôs espaciais da agência.

O pesquisador explica que alguns robôs espaciais usados pela Nasa são controlados de forma remota. “Eles são assim para evitar que colidam com algo ou caiam em buracos. Se eles puderem ler a superfície poderão mapear e escolher o melhor percurso. Isso se chama Navegação Autônoma”, explica Almeida que, como bolsista do projeto Pré-Doutoral Harriett G. Jenkins, trabalhará com desenvolvimento de modelos matemáticos que permitam a locomoção robótica autônoma e segura. “Em minha pesquisa quero aperfeiçoar a leitura tridimensional de superfícies. Quero que ela seja impactante”, diz.

A oportunidade na agência veio após a inscrição no programa de Ph.D. em Engenharia da Brown University em 2010, onde foi aceito com bolsa integral. No mesmo ano, ele se inscreveu para a bolsa de estudos Space Grant, incluso no projeto Pré-Doutoral Harriett G. Jenkins, da Nasa. A agência espacial se interessou pelo projeto de pesquisa ao qual ele se dedica e ofereceu a bolsa.

Pai e filho
O convite da Nasa deixou os pais orgulhosos. “Nunca tive de ensinar uma tarefa (da escola) a meu filho”, diz o pai de Eduardo, Sebastião Carneiro de Almeida. “Desde criança, ele foi sempre metódico, organizado e disciplinado”, afirma o pai que é professor universitário e doutor em Matemática Avançada, tema preferido das conversas entre os dois “desde a juventude” de Almeida. E, de acordo com o pai, o interesse do filho só aumentou com a entrada na UFC em 2000.

Já nos primeiros semestres da faculdade se interessou por robótica, tornando-se bolsista de iniciação científica do Grupo de Processamento de Imagens e do Laboratório de Visão, Imagens e Sinais (GPI/LABVIS). “A experiência adquirida na UFC, por meio de disciplinas e pesquisa, foi essencial na minha formação”, destaca o ex-aluno.

Almeida mora nos Estados Unidos há cinco anos. Estagiou no Laboratório de Propulsão a Jato, de 2009 a 2010, em Pasadena, Califórnia. O centro desenvolve e gerencia aeronaves destinadas à exploração espacial.

Nasa
A agência espacial americana petence ao Governo dos Estados Unidos e é responsável pela pesquisa e desenvolvimento de tecnologias e programas de exploração espacial. Criada em 29 de julho de 1958, substituindo seu antecessor, o Comitê Consultivo Nacional para a Aeronáutica (Naca), foi responsável pelo envio do homem à Lua (Projeto Apollo) e por diversos outros programas de pesquisa no espaço. Atualmente, a Nasa trabalha em conjunto com a Agência Espacial Europeia, a Agência Espacial Federal Russa e com mais alguns países da Ásia e do mundo todo para a criação da Estação Espacial Internacional.


Indicado para postagem por: @rblnetworks / http://www.facebook.com/profile.php?id=100000580901567

domingo, 17 de julho de 2011

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Daniel Lima: um cearense talentoso que anima o cinema


De férias no Ceará para visitar a família e dar um workshop na Art&Cia, o animador do estúdio americano Blue Sky, Daniel Lima, conversou com O POVO sobre a sua trajetória de sucesso
Sara Maia

Ele ainda guarda os traços do menino nerd que foi, quando ainda usava óculos estranhos, tinha um rosto pueril e era um aficionado por coisas eletrônicas e arte e que a família chamava de cientista maluquinho. Ele mantém os gostos e o frescor, mas os aros grossos foram aposentados depois de uma cirurgia que deu fim a miopia e o deixou com os olhos ressacados quando está trabalhando e esquece de piscar de tão concentrado que fica. Quem o vê, logo a primeira vista, nota que Daniel Lima, apesar dos 31 anos e das conquistas, continua o garoto que gostava de computador e que, aos 12 anos, descobriu que era aquilo que queria para o resto da vida.
Hoje, o cearense Daniel mora em Nova York e é um dos três brasileiros – os outros dois são o diretor carioca Carlos Saldanha e o gaúcho Renato Falcão – que trabalham no estúdio de animação Blue Sky, o braço de animação da Fox, responsável pela franquia Era do Gelo e pelo sucesso Rio.

Em visita ao Ceará para rever a família e dar um workshop sobre a produção de filmes em 3D, Daniel trabalha há um ano e meio nos filmes do estúdio. No começo da carreira, ele foi um generalista e fazia todas as etapas de uma animação, desde a concepção do personagem até o produto final. Na Blue Sky, um dos três maiores estúdios junto a Pixar e a DreamWorks, Daniel cumpre uma etapa pré-animação, menos concorrida que a animação em si justamente por ser mais técnica: o rigging.

É o rigging o responsável por fazer com que os movimentos de uma animação sejam os mais naturais possíveis. “O rigger constrói o personagem para o animador, faz a deformação dos músculos. Por exemplo, quando o braço dobra, ele mantém a volumetria. Isso é o rigging, um trabalho bem artesanal, que as pessoas acham chato, mas que eu sou apaixonado”, explica Daniel.

Apesar de ainda ser muito jovem, Daniel diz já ter chegado onde queria em 12 anos de carreira, que começou sem nunca ter feito concluído nenhum curso, nem no Brasil nem no exterior. Aos 12 anos, interessado pela feira de ciências da escola, entrou no projeto de construir um carro elétrico “de verdade”. Para isso era preciso patrocínio e uma boa apresentação. Então, construiu o carro em 3D no computador, usando o 3DStudio, um software doado por um professor, mas que ele aprendeu “fuçando sozinho”. “O projeto não deu em nada. O que ficou foi a certeza de que eu tinha encontrado algo que eu queria de verdade.

Naqueles anos, 1994 e 1995, Parque dos Dinossauros e Toy Story eram lançados e Daniel se viu apaixonado por animação no cinema. “Quando misturou isso de querer aprender arte com o cinema, só deu num caminho que é trabalhar com computação gráfica”. O artista ainda começou a cursar Engenharia Elétrica, mas aos 19 anos, por causa do Argus, um alienígena verdinho que criou para um concurso, foi chamado para trabalhar com 3D em uma produtora de São Paulo. Sete anos depois e já casado, a animação o levou para Vancouver (Canadá), onde realizou um dos seus trabalhos mais importantes.

Daniel fez parte da equipe de quatro animadores que fizeram Distrito 9, um filme dirigido por Neil Blomkamp e produzido por Peter Jackson, o diretor dos três O Senhor dos Anéis. Distrito 9 é um filme com alienígenas e a cena final de 15 segundos foi toda ela feita por Daniel. “Quando me deram a cena, não sabia que ia ser a última. Ela era a ‘menina dos olhos’ do diretor e eu tive de refazê-la quatro vezes. Mas foi ótimo”, conta.

Distrito 9 foi o último trabalho de Daniel como animador. Depois dele, o artista enviou currículo para ser rigger na Blue Sky e, após uma entrevista, ele foi imediatamente contratado. “Na entrevista, eu falava de animação como se fosse a coisa mais importante da minha vida, depois da minha família era aquilo. Eu tenho o Maya (software de animação) na minha cabeça, abria e fechava, e mexia com ele na minha cabeça”, brinca.

Quando chegou na Blue Sky, Rio estava em fase final, mas Daniel ainda trabalhou com os riggings das cenas do desfile da escola de samba na Sapucaí. “O mais bacana de Rio foi conhecer o processo do filme, ver as animações saindo do forno e conhecer os caras que faziam as animações mais geniais. Eu olhava uma cena no preview, depois ia conversar com quem fez e pra mim ele é tipo uma estrela do rock”, revela. Agora, o artista acabou de finalizar a pré-animação de A Era do Gelo 4 e de outro longa que deverá ser lançado em 2013, ainda sem título confirmado.

Inspiração para animadores brasileiros que sonham fazer o mesmo percurso, Daniel enumera alguns requisitos: “É preciso saber um pouco de inglês, ter alguém que o apoie (no caso de Daniel, é a esposa Andréa), perseverar, ser muito determinado, traçar metas e se desafiar sempre. Os cursos de animação servirão para acelerar o processo, mas o mais importante é saber que o artista nasce com a arte nele, na alma, no coração”.

Fonte: O Povo

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Cearense fabrica jóias que fazem sucesso entre famosos

História de sucesso de um cearense de sucesso no empreendedorismo e fabrica joias que fazem o maior sucesso entre os famosos. Isso é que é sucesso!!!!!!

Cearense faz sucesso no futebol Alemão

http://www.jangadeiroonline.com.br - Conheça um pouco da história de Davi, jovem que não foi aproveitado pelos clubes do Estado e que hoje faz sucesso no futebol Alemão

Empresas cearenses apresentam casos de sucesso em inovação

Sete empresas apresentaram histórias de sucesso no auditório do Instituto Centec, ontem pela manhã. Em comum estão a inovação como fundamento principal para o desenvolvimento e a forma de inicialização no mercado, por meio de apoio de incubação de projetos.

Segundo o presidente do Instituto Centec, Odorico Monteiro, o modelo de incubação das empresas pelo órgão, através da Incubadora do Instituto Centec (Intece), depende de caso a caso. ``Podemos trazer os projetos para dentro do Centro, ou levar o treinamento para a estrutura da própria empresa``, conta.

Monteiro adianta que existem quatro inovações em processo de registro de patente e ressalta o projeto de um trator. ``Um trabalhador de uma oficina mecânica desenvolveu o veículo com peças usadas e seu projeto está pronto para ser oficializado com o registro``, avaliou.

O responsável pelo veículo, o minitrator, é o mecânico Geraldo de Souza. A máquina é capaz derealizar colheita, limpar o campo para nova plantação e preparar terrenos. A invenção saiu de uma obstinação de Geraldo, que também é agricultor, de 44 anos. ``Sempre tive vontade de fazer algo assim e agora realizei meu sonho``, disse. Grande vantagem do tratorzinho é o preço, que ficará em pouco mais que R$ 12 mil.
Desafio
O presidente do Centec disse para um público formado por empreendedores que um dos obstáculos para o Ceará é superar o desafio da educação. ``Temos o complexo da Casa Grandeem relação à senzala. Tenho certeza de que se disseminado o acesso à formação intelectual, emdez anos não teremos mais problemas com drogas, por exemplo``, classificou.

Todas as sete empresas que apresentaram seus projetos são do interior do Estado e ficam nos municípios de Aracati, Crateús, Quixeramobim e Limoeiro do Norte.

A secretária adjunta da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Educação Superior do Ceará, Teresa Mota diz que a posição das empresas incubadas está em boa situação em relação ao restante do Brasil, mas diz que ainda há dificuldade de identificar novos proponentes. (Carlos Henrique Coelho)

Fonte:
Jornal O POVO
Editoria: Negócios
Data: 05/05/10

Link da Matéria: http://www.sct.ce.gov.br/noticias/empresas-cearenses-apresentam-casos-de-sucesso-em